B.V. Famalicenses denunciam "falta de diálogo e lealdade" no processo de criação de Campus da Protecção Civil

Os Bombeiros Voluntários Famalicenses acusam a Autoridade Nacional de Emergência e Protecçao Civil (ANEPC) de "falta de diálogo e falta de lealdade institucional" no processo de criação de um Campus da Protecção Civil em Bairro, censurando o facto de ter sido "a última a saber das intenções da ANEPC e da receptividade da Câmara em deslocalizar esta valência". Para os Famalicenses, que esta tarde aprovaram um voto de censura pela forma como todo este processo se desenrolou, "a legitimidade na decisão não justifica atropelo dos princípios fundamentais de convivência, mesmo que institucional".

A corporação deixa claro que esta decisão coloca em causa a "viabilidade económica" do equipamento em que a própria apostou em Outiz, e que "sempre foi uma valência distrital, mas que serviu o norte do país sempre que necessário".

Num comunicado assinado pelo presidente da direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros, António Meireles, refere-se que a corporação só tomou conhecimento da decisão de deslocalização da base de apoio logístico pela ANEPC no passado dia 2 de março, não obstante ter sido confirmada nessa mesma altura "o bom desempenho" daquela em que os Famalicenses investiram ao longo dos anos.

António Meireles lamenta que termine "de forma abruta e estranha a colaboração dos Bombeiros Famalicenses com a ANEPC quanto a esta valência", e assume mesmo que a decisão de criação do Campus em Bairro compromete a "viabilidade económica do equipamento previsto para Outiz, que foi atempadamente aprovado pela Câmara Municipal e recebeu pareceres e elogios favoráveis de ministros, três Secretários de Estado, ANEPC, Escola de Bombeiros, Liga e Federação de Braga".

Não obstante a manifesta divergência face à decisão, e o protesto quanto à forma como foi tomada, a corporação sublinha que continuará a "tudo fazer com vista a proteger as populações e os seus bens, sempre de forma transparente, leal, verdadeira e dedicada".

O voto de censura aprovado por uanimidade será enviado às duas entidades intervenientes no processo: ANEPC e Câmara Municipal.

 

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