A única religiosa do Convento de Requião a querer prestar declarações ao tribunal, Maria Arminda, nega todas as suspeitas que suportam a acusação de escravidão que recaem sobre si e outros quatro arguidos, entre os quais o fundador Joaquim Milheiros e outras duas religiosas afectas à Fraternidade Cristo Jovem - Maria Isabel Silva e Joaquina Carvalho.
Na primeira audiência de julgamento, a decorrer no Tribunal de Guimarães, a arguida falou de uma acusação "forjada", negando acusações de injúrias, agressões físicas, privações alimentares e de higiéne, submissão a longas jornadas de trabalho ou privação de liberdade.
Para além desta arguida, apenas o sacerdote indicado pela Aquidiocese de Braga como representante legal do Centro Social vinculado à Fraternidade expressou vontade de falar.
O padre Joaquim Milheiros esteve ausente e estará nos próximos meses, uma vez que, de acordo com o advogado, se encontra "prostrado numa cama" e precisa de mais três meses para se reestabelecer.