Preço das Casas em Braga Abranda em Maio

Um ano verdadeiramente peculiar, aquele que todos enfrentámos e cujas circunstâncias ainda se fazem sentir, bem como os seus imprevisíveis efeitos no quotidiano.

Economicamente, o desespero tomou conta de inúmeros segmentos de atividade, resultando num aumento do desemprego e do rendimento disponível de milhares de famílias. Com o país de portas fechadas, o turismo, pilar essencial na balança comercial, viu-se privado de centenas de milhões de euros.

Onde quer que foquemos a atenção, é complexo apontar exemplos positivos, mas estes felizmente existem. Com efeito, a vida não parou e muitos sectores adaptaram-se à nova realidade fazendo desta o melhor possível. A velha máxima de adaptação para sobreviver foi infelizmente testada num ambiente real e com o mínimo tempo de pré-aviso.

Entre estes, o imobiliário muniu-se de tecnologia de ponta, flexibilidade e capacidade de resolução dos problemas que se manifestaram. Na incapacidade de visitas físicas, estimulou a adoção de visitas virtuais, contacto virtual e uma presença digital cada vez mais forte.

O Panorama do Imobiliário em Braga

Apesar de muitas destas soluções terem agilizado o processo de interação e até de compra de casa em distritos como Braga, os valores mais recentes publicados pelo portal Imovirtual dão conta de uma descida ligeira nos preços médios praticados. Com efeito, o deslize de meros 0,1% em maio de 2021 situam o valor médio de venda em €239,035 meramente aquém dos €239.169 de abril. Esta correção é expetável em qualquer mercado com montantes elevados e poderá igualmente registar um aumento exponencial ao longo dos próximos meses.

Para tal em muito contribui o facto de Braga estar entre os distritos com melhor qualidade de vida do país. Mais relevante, com valores ainda relativamente comportáveis quando comparados com a média nacional. Esta situava-se em maio deste ano nos €367.201 e coloca-a muito aquém do orçamento das famílias de classe média.

A  perspetiva de crescimento no imobiliário local é manifestamente positiva, assente nos fortes argumentos à disposição daqueles que procurem nova habitação. Em simultâneo, as possibilidades de valorização dos investimentos efetuados também atraem uma atenção acrescida.

O Futuro do Imobiliário Nacional

Tendo dado provas de uma resiliência notável, o segmento do imobiliário nacional sonha regressar ao crescimento que se registava até finais de 2019. Com valores de crescimento-recorde situados nos dois dígitos, adivinhava-se ainda bastante espaço para o desenvolvimento em inúmeros distritos. Nomeadamente, com especial atenção para aqueles onde a balança pesa mais. Lisboa, Faro, Porto e até a Região Autónoma da Madeira registaram valores escandalosos e em muito movidos pelo imobiliário de luxo.

Sendo provável que este, em particular, se mantenha como uma opção viável, resta descobrir se o retomar do fluxo turístico é por si só, suficiente para manter a procura em alta nos restantes segmentos de mercado. Esta é também ser uma janela de oportunidade como poucas para muitos que habitam nestes pontos do país ponderarem uma mudança para distritos como Braga.

Num país com argumentos económicos limitados, será expetável que todos os esforços sejam levados a cabo para manter os mecanismos que permitem ao imobiliário respirar. Baixas taxas de juro, acesso a crédito barato e disponibilidade de imóveis, idealmente com cada vez menos processos burocráticos. Se todos os agentes continuarem a trabalhar no mesmo sentido, este segmento pode continuar a ambicionar manter-se como um dos principais pilares da economia nacional. Como em tantas outras situações, apenas o tempo o dirá.

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