O homem de 44 anos que a 23 de Março deste ano assassinou a companheira na habitação de um casal amigo, em Fradelos, foi acusado de um crime de homicídio qualificado.
Em comunicado, a Procuradoria Geral da República (PGR) adianta que a acusação data de 28 de Agosto, e sustenta que Jorge Branco, operário da construção civil, que se encontra em prisão preventiva desde a data do crime, “decidiu matar a sua mulher, para o que elaborou um plano para o fazer e para depois da execução dos factos se livrar o corpo”. Para o efeito, continua a PGR, “preparou um garrote feito de cum cabo de aço revestido de plástico, um lençol, um cobertor e um conjunto de sacos plásticos grossos e de grandes dimensões”.
O plano só não terá ido avante porque Carla Barbosa, de 36 anos, que o marido julgava morta na bagageira, estava ainda com vida à chegada a Fradelos, e gritou por socorro, o que chamou à atenção de um vizinho, que acionou a GNR. No entanto, à chegada dos militares, já nada era possível fazer pela mulher, que o arguido havia conseguido matar por asfixia. O agressor encontrava-se ainda no local e foi imediatamente detido.
De acordo com a descrição da PGR, naquele dia 23 de Março Jorge Branco “pediu à vítima que arrumasse a mala do carro, pretensamente para depois aí acondicionarem as compras que iam fazer”. No entanto, “quando a mesma se encontrava nesta tarefa, acercou-se dela pelas costas, lançou-lhe o garrote ao pescoço e apertou até a mesma desfalecer”. Acreditando-a morta, “meteu-a na mala do carro e dirigiu-se com ela para uma outra casa de residência de que tinha disponibilidade, com logradouro resguardado, também sita em Vila Nova de Famalicão, a fim de, conforme planeara, se livrar do corpo”.
Recorde-se que marido e mulher residiam em Ribeirão, mas tomavam conta da habitação de um casal amigo, emigrado, daí que Jorge Branco sabia poder dispor da mesma, uma vez que lá não se encontrava ninguém. “Aí chegado, ao retirar o corpo da mala do carro caiu o garrote que se encontrava à volta do pescoço da vítima e esta, que estava apenas inanimada, recobrou os sentidos e iniciou a gritar, pelo que o arguido a asfixiou tapando-lhe a boca e o nariz, matando-a”, descreve a PGR acerca do crime que tem agora acusação formal.
A casa onde ocorreu o crime situa-se na freguesia de Fradelos, na Rua do Rio Ave, num complexo de habitações geminadas.