Sacos de sarapilheira, frascos e caixas, contendo frutos secos, sementes, especiarias, chás e leguminosas, que são vendidos em modo self-service ao peso. Este é o conceito por detrás da Mercearia da Vila, um projecto da responsabilidade de Catarina Silva, que encontrou no regresso ao passado um negócio com futuro.
“Cada um leva o que precisa. Evita-se o desperdício e fomenta-se o consumo de produtos bons para a saúde e para o ambiente”, refere acerca do projecto em que os produtos são o melhor cartão de visita dos bens que escaparam ao embalamento industrial e que se mostram ao cliente em toda a sua transparência.
Aberta ao público desde janeiro deste ano, as circuntâncias excecionais provocadas pela pandemia fizeram temer o pior, mas foram essas mesmas circunstâncias que deram um impulso inesperado ao negócio. “O confinamento fez com que as pessoas valorizassem o comércio de proximidade e redescobrissem a sua mais valia”, constata.
O presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, efectuou uma visita ao local duranre o dia de ontem, ao abrigo do Roteiro pela Inovação de Vila Nova de Famalicão, e refere a propósito que este "é um projeto pleno de virtudes". Aqui, remata, "compra-se o que é preciso e aposta-se em produtos de qualidade e em compras na quantidade certa. Defende-se o consumidor e protege-se o meio ambiente. Um bom exemplo para o futuro”.