Por que razão decidiu apostar em Cuba?
A Caixiave é cada vez mais uma empresa posicionada no mercado internacional. Mais de 50% do seu volume de negócios resulta da exportação dos seus produtos. No âmbito da estratégia de crescimento, e sendo a Caixiave uma empresa especializada na venda de soluções - produto chave na mão na área hoteleira, o mercado do caribe apresenta uma elevada aceitação no produto e serviço.
O trabalho desenvolvido em parceria com a CCPC facilitou todo o processo de conhecimento local, burocrático e logística inerente a este tipo de operações.
Como descreve a sua experiência neste mercado?
Em Cuba, não vamos enganar-nos, nada é fácil, nem igual, até mesmo a formalização do contrato comercial, por isso estamos em permanente alerta com a sua complexidade.
É necessário aprendizagem, muita calma e persistência, pensando que não mudamos os costumes e hábitos do país e seus habitantes, mas no final, com persistência os resultados aparecem e de forma interessante. O mesmo já presenteou a Caixiave com dois grandes projetos hoteleiros a serem instalados atualmente na capital Havana e um terceiro em processo de negociação comercial.
Como pensa manter e intensificar os negócios preparando-se para o eventual fim do embargo dos EUA a Cuba?
A estratégia, mesmo em período pandémico, é de continuar a firmar a presença no mercado do caribe e especialmente em Cuba, no entanto, temos a perfeita noção que um país que vive fundamentalmente do turismo, onde as receitas provenientes de visitas de estrangeiros praticamente desapareceram, nos próximos anos terá uma desaceleração no investimento associado. Assim sendo, nesta fase estamos a desenvolver tecnicamente as soluções para os projetos que nos foram apresentados mais recentemente e a preparar as respetivas propostas comerciais, esperando marcar posição para os próximos anos.