Um robe, uns chinelos ou uma toalha de banho que, além de potenciar a absorção de água ou humidade e secagem rápida, possui também a capacidade de aquecimento inteligente, de forma simples, rápida e eficaz, proporcionando bem-estar e conforto. Esta é uma realidade que poderá estar no mercado internacional dos têxteis-lar e hotelaria ainda este ano. A novidade é avançada há minutos pelo CeNTI, segundo o qual este é um dos novos produtos idealizados e desenvolvidos pela empresa portuguesa Têxteis J.F. Almeida, S.A., contando com a sua parceria, assim como da do Citeve. Para além daqueles produtos, está ainda a ser desenvolvida uma toalha de mesa com aquecimento inteligente.
De acordo com o CeNTI, "na base da inovação está a integração, nas estruturas de felpo (o tecido utilizado nos artigos), de fios condutores e sistemas de aquecimento e sensorização inteligentes e autónomos, de forma a que não interfiram negativamente com o utilizador, nem com as propriedades intrínsecas às novas estruturas de felpo, nomeadamente, flexibilidade, maleabilidade, leveza e toque". Os produtos, assegura, "garantem uma nova experiência aos seus utilizadores, ao nível do conforto, toque e leveza", e prometem "revolucionar o setor têxtil". A chegaa ao mercado está prevista no final do ano.
Segundo os responsáveis do projeto, o foco é sobretudo internacional: “o mercado-alvo dos novos produtos será abrangente, mas especialmente direcionado para estabelecimentos de hotelaria/spas e também para uso comum no lar, explorando nichos de mercado com elevado poder de compra e mercados em ascensão, nacionais e especialmente internacionais, nomeadamente a Europa e América do Norte".
Depois do desenvolvimento e apresentação dos protótipos - tapete, toalha, robe, chinelo e toalha de mesa - as entidades promotoras estão agora concentradas na divulgação dos produtos, das suas funcionalidades e benefícios para o mercado.
O Projeto iHEATEX foi cofinanciando pelo COMPETE 2020, envolvendo um custo elegível de 692 mil euros e um apoio da União Europeia (Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional) em cerca de 470 mil euros.